sábado, 18 de setembro de 2010

Presidente Lula convoca resistência à tentativa de golpe Mídia-PSDB


DISPOSITIVO MIDIÁTICO DESISTE DE SERRA E QUER INVIABILIZAR FUTURO GOVERNO DILMA
De Carta Maior

PRESIDENTE LULA MOBILIZA 30 MIL PESSOAS EM CAMPINAS E CONVOCA A RESISTÊNCIA AO ARRASTÃO GOLPISTA

aspas para o Estadão, 17-09:

"... o Largo do Rosário, na região central de Campinas foi tomado por cerca de 30 mil pessoas... Apesar do esquema para proteger Lula, muitos prédios comerciais no entorno estavam abarrotados de curiosos nas janelas. Um limpador de janelas parou o que estava fazendo na marquise de um prédio ,ao lado do palco, quando Lula começou a discursar...."

Aspas para o discurso do Presidente:"...nós não vamos derrotar apenas os blocos adversários tucanos, nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem partido político e não têm coragem de dizer que são partido político e têm candidato...

Eu estive lendo algumas revistas que vão sair essa semana, sobretudo uma que eu não sei o nome dela. Parece "óia” ... destila ódio e mentira. Ódio...

Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal lesse o seu jornal e o dono da revista lesse a sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste instante. E eles falam em democracia...

Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública...

Eles não suportam escrever que a economia brasileira vai crescer 7% este ano, não se conformam é que um metalúrgico vai criar mais emprego que presidentes elitistas que governaram este País.Não tem nada que faça um tucano sofrer mais do que a gente provar que eles têm um bico muito grande para falar e um bico pequeno para fazer..."

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Veja o desespero!...

Os jornalistas da chamada 'Grande Midia' não sabem mais o que fazer em virtude do crescimento da Dilma. O Augusto Nunes da Veja foi buscar no Programa do Raul Gil um "grande acontecimento" contra o presidente Lula. O jornalista esportivo Jorge Kajuru não tirou o chapéu para Lula, e a platéia, perguntada pelo apresentador do programa se apoiava aquela atitude de Kajuru, disse que sim (aplaudindo). Nunes constata, então, que o presidente não tem essa aprovação toda da população, como dizem os institutos de pesquisas.

Qualquer jornalista mediano sabe que a maioria das platéias são facilmente influenciadas. Não tenho dúvidas em afirmar que grande parte dos que "apoiaram" Kajuru, além de fazer parte dos 78% da população que consideram o Governo Lula ótimo ou bom, com certeza votarão na Dilma.

A revista Veja também colocou um cronômetro para contar quanto tempo falta para o fim do Governo Lula. Tudo bem, quando Lula sair, Dilma entra. E, quem sabe, quando Dilma sair, Lula volta. Poderíamos fazer a seguinte pergunta: quanto tempo a mídia reacionária sobreviverá, criando fatos, deturpando a verdade, ludibriando a população a fim de tentar manter O poder e manter NO poder seus aliados demotucanos?

sábado, 24 de julho de 2010

Não dá para confiar no Datafolha!...





Do Tijolaço.com
sábado, 24 julho, 2010








O Datafolha e a necessidade de auditoria


Bem , depois de me desintoxicar um pouco deste mundo de manipulação e propaganda, acho que é possível, de maneira bem calma e racional, mostrar a vocês como o Datafolha perdeu qualquer compromisso com a ciência estatística e passou a funcionar com uma arrogância que não se sustenta ao menor dos exames que se faça sobre os resultados que apresenta.

A primeira coisa que salta aos olhos é o problema gerado pela definição da área de abrangência e, por consequencia, da amostra. Ao contrário do que vinha fazendo nas últimas pesquisas, o Datafolha conjugou pesquisas estaduais e uma pesquisa nacional.

O resultado é um monstrengo, uma verdadeira barbaridade estatística. E as provas estão todas no site do TSE ao alcance de qualquer pessoa. E do próprio Tribunal e do Ministério Público Eleitoral.

Vejamos a mecânica da monstrengo produzido pelo Datafolha.

Dia 16 de julho, o Datafolha (já usando esta razão social e não mais Banco de Dados São Paulo, como usava antes) registrou, sob o número 19.890/ 2010, uma pesquisa nacional de intenção para presidente. Nela, ao relatar a metodologia, o instituto abandonou os critérios tradicionais de distribuição da pouplação brasileira e “expandiu” as amostras dois oito estados.

No próprio registro há a explicação: “Nessa amostra, os tamanhos dos estratos foram desproporcionalizados para permitir detalhamento de algumas unidades da federação (UF´s) e suas capitais. Nos resultados finais, as corretas proporções serão restabelecidas através de ponderação. A amostra nos estados em que não houve expansão foi desenhada para um total de 2500 questionários.

E quantos somavam os “estratos desproporcionalizados”? Está lá: As UF´s onde houve expansão da amostra foram: SP-2040 entrevistas (1080 na capital), RJ-1240 entrevistas (650 na capital), MG-1250 entrevistas (400 na capital) , RS-1190 entrevistas (400 na capital), PR-1200 entrevistas (400 na capital), DF-690 entrevistas, BA-1060 entrevistas (400 na capital), PE-1080 entrevistas(400 na capital). A soma, portanto dá 9750 entrevistas, de um total de 10.730.

Logo, sobraram para todos os 19 demais estados brasileiros 980 entrevistas.
Qualquer estudante de estatística sabe que você não pode misturar critérios de amostragem para partes do mesmo universo e, no final, “ponderar” pelo peso de cada uma destes segmentos no total. Da mesma forma que não se pode pegar uma parte de uma amostra nacional e dizer que, no Estado X, o resultado é Y.


O resultado será viciado pela base amostral distorcida.

Mas o Datafolha não parou aí. Esta pesquisa “nacional” (protocolo 19.890/2010) foi registrada tendo como contratantes a Folha e a Globo, com o valor de R$ 194 mil. Cada uma dos ” estratos desproporcionalizados” foi registrado, no dia 19 último, como uma pesquisa “separada”.
(...)

Somando todos os valores declarados de contratação chega-se à bagatela de R$ 776.258 reais. Interessante, não?

Mais interessante ainda é o fato de que, nos protocolos (...) que você pode consultar na página do TSE, (...) o Datafolha nem sequer se preocupou em depositar, como manda a lei, o questionário específico. Fez como o Serra, que mandou entregar no Tribunal ,como programa, o discurso que fez na convenção. Colocou uma cópia do questionário “nacional”, onde não há perguntas sobre candidatos a governador ou senador.

O Datafolha trata as exigências legais como um “detalhezinho” sem importância, “vende” a mesma pesquisa em nove contratos diferentes – seria bom ver os recibos destes pagamentos, não? – e deposita questionários imcompletos, aos lotes.

Portanto, a análise da pesquisa Datafolha não deve ser estatística. Deve ser jurídica. O douto Ministério Público Eleitoral, que não aceita intimidações de quem quer que seja, bem que poderia abrir um procedimento para apurar todos os fatos que, com detalhes, estão narrados acima.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Relatório da ONU cita Brasil como exemplo de combate à desigualdade


Sei, você tem a nítida impressão de que ouviu ou leu algo bem diferente disso nesta semana.
Insisto: leia a mídia certa!




O Globo agora é a favor da desigualdade?

Brizola Neto do Tijolaço.com

A manchete de hoje do jornal O Globo – Brasil tem o 3º pior índice de desigualdade do mundo – provavelmente poderia ter sido publicada em qualquer dia dos últimos 20 anos. À parte o fato de estar mal redigida – o correto seria “o 3º maior”, porque não poderíamos dizer, por exemplo, que a Noruega tem o “3º melhor índice de desigualdade” – esta situação de desigualdade econômica é o fruto de um modelo econômico que se implantou com todo o apoio e solidariedade do império Globo e que só com muito esforço começa a ser mudada, apesar de suas sistemáticas campanhas contra todos os líderes políticos que buscam ou buscaram melhorar a distribuição de renda no Brasil.

Assim foi com Getúlio, com Jango, com Brizola e, agora, com Lula. Os governantes que concentraram a renda – os ditadores do período militar, Sarney, Collor, Fernando Henrique – só passaram a receber críticas do jornal depois que se tornaram bagaço, inservíveis a seus planos.

Há, entretanto, algo bom em O Globo. É que ele nos estimula o hábito da leitura. Sim, porque é preciso ler quase um palmo de matéria para chegar ao fato que a manchete esconde. Está lá, no meio, quase, do texto: “No caso do Brasil, porém, a desigualdade caiu fortemente nos últimos anos…”

Bom, como o relatório que o jornal dos Marinho usa para sua manchete fala que os dados são do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o blogueiro aqui foi lá no site da instituição, e encontrou a matéria da qual reproduzo um trechinho:

Apontado até o Relatório de Desenvolvimento Humano 2005 como referência de desigualdade, o Brasil é apresentado no RDH 2006 como exemplo de melhoria na distribuição de renda. “A boa notícia é que a desigualdade extrema não é algo imutável. Nos últimos cinco anos, o Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, tem combinado um sólido desempenho econômico com declínio na desigualdade de rendimentos (…) e na pobreza”, sustenta o texto.”

Como a matéria se presta ao “neo-socialismo” de O Globo, não tem importância que você entenda, basta achar que o Governo Lula está afundando o Brasil na miséria. Aliás, como agora é um campeão da igualdade, bem que O Globo poderia fazer um baita editorial aplaudindo Hugo Chávez. A reportagem, en passant, fala que a Venezuela é um dos países com mais igualdade na distribuição de renda – índice de 0,49.

Se tivesse um pouco mais de trabalho em apurar veria que a Comissão Econômica da América Latina – a Cepal, aquela mesmo do FHC – apontou o país de Chávez como o que mais avançou na distribuição de renda, segundo a sua secretária executiva Alicia Bárcenas, e seu índice Gini estaria em 0,41.

Quem sabe O Globo, agora investido no papel de “justiceiro social” não se interessa pela pauta?

Com Lula: forte redução da miséria

Miséria estável no Governo FHC; forte redução da miséria no Governo Lula.
Dados da Fundação Getúlio Vargas e IBGE


-Clique no gráfico para aumentar o tamanho-


O real da miséria e a miséria do Real

Antonio Lassance (*)

O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ.

Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade.

Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade.

O gráfico desmente categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos, principalmente aqueles que são mais entusiastas do que analistas e, a cada 5 anos, comemoram o aniversário do plano como se fosse alguém da família. O Plano Real conseguiu reduzir a miséria apenas pelo efeito imediato e inicial de retirar do cenário econômico aquilo que é conhecido como “imposto inflacionário”: o desconto compulsório, que afeta sobretudo as camadas mais pobres, ao devorar seus rendimentos. Retirar a inflação do meio do caminho foi importante, mas insuficiente.

No governo FHC, a miséria alcançou um ponto de estagnação. Uma estagnação perversa, que deu origem, por exemplo, à teoria segundo a qual muitos brasileiros seriam “inimpregáveis”. Para o discurso oficial, o problema da miséria entre uma parte dos brasileiros estaria, imaginem, nos próprios brasileiros. A expressão era um claro sinônimo de “imprestáveis”: pessoas que não tinham lugar no crescimento pífio daqueles 8 anos. Era um recado a milhões de pessoas, do tipo: "não há nada que o governo possa fazer por vocês". "Se virem!"

O governo Lula iniciou uma nova curva descendente da miséria no Brasil e a intensificou. Sua trajetória inicial foi mais íngrime do que a verificada no início do Plano Real e, mais importante, ela se manteve em declínio ao longo do tempo. Por trás dos números e da linha torta, está o regate de milhões de brasileiros. A razão que explica essa trajetória está no conjunto de políticas sociais implementadas por Lula, como o Fome Zero, o Bolsa Família, a bancarização e os programas da agricultura familiar, além da melhoria e ampliação da cobertura da Previdência.

No campo econômico, além de proteger as camadas sociais mais pobres da volta do imposto inflacionário (estabilidade macroeconômica), houve uma política sistemática de elevação do salário mínimo e, a partir de 2004, patamares mais significativos de crescimento econômico, com destaque nas regiões mais pobres, que cresceram em ritmo superior à média nacional - em alguns casos, superior ao ritmo chinês.

O governo FHC, sem políticas sociais robustas e integradas e com índices sofríveis de crescimento econômico, exibiu uma perversa estabilidade da miséria. Se lembrarmos bem, ao final de seu mandato, a economia projetava inflação de dois dígitos, os juros (Selic) superavam os 21% ao ano (haviam batido em 44,95% em 1999), a crise da desvalorização cambial fizera o dólar disparar, as reservas estavam zeradas e o País precisara do FMI como avalista.

Por isso se pode dizer que a característica principal do Governo FHC não foi propriamente a estabilidade macroeconômica. Foi o ajuste fiscal e a estabilidade da miséria.

Por sua vez, a tríade crescimento, estabilidade e redução da miséria, prometida por Lula na campanha de 2002, aconteceu. Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova.

(*) Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.