sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dá para entender o voto em Serra

Dá até para entender alguém votar no Serra, o que não dá é para entender a Marina tratá-los como iguais, principalmente porque ela sabe bem das diferenças entre ambos, ela se deixou contaminar pelas impurezas ideológicas do PV. Também não dá para entender o mesmo comportamento de Heloísa e Plínio, eles também sabem da distância de ideais, metas e práticas entre os dois candidatos.

Dá para entender sim alguém escolher o Serra. Porque se uma pessoa prefere um país submisso, subserviente às nações mais ricas, então o candidato a ser escolhido é o Serra. Se alguém sente saudades do tempo de FHC, quando os pobres não podiam sonhar com uma casa própria ou ver o filho cursar uma universidade, então o tucano é o caminho certo. Se o eleitor se agrada em ver uma sociedade mais desigual, com mais de um quarto da população na miséria e o desemprego acima de dois dígitos, bem, aí o melhor a fazer é votar 45. Se for mais interessante ver o povo receber 64 dólares de salário-mínimo aos invés de 300 dólares... se for mais legal assistir os movimentos sociais sendo criminalizados... a riqueza do pré-sal sendo entregue a extrangeiros... etc... então é Serra!

Voto Dilma, sem medo de ser feliz, por um país mais justo e soberano, para o Brasil seguir mudando!
Campanha de Serra ressuscita Joseph Goebbels, o chefe da propaganda nazista

Veja este vídeo, não lembra as propagandas encomendadas por Adolf Hitler ao José Goebbels, a fim de disseminar suas idéias demoníacas ? Não é de se estranhar, afinal já sabemos que Serra conta com o apoio de grupos neonazistas presentes no Brasil.



A campanha de José Serra desceu tanto o nível que chegou ao inferno. Conta-se que no gabinete de Satã teria sido feito um acordo: Serra teria a vitória em troca de algo ainda não revelado à grande parte da imprensa, quem sabe é somente o PIG, mas o acordo prevê divulgação somente após as eleições (caso o plano obtenha sucesso). O que foi confirmado é que o "chefe" liberou o espírito atormentado de Goebbels para ajudar na campanha tucana. Informações dão conta de que diversas lideranças muito conhecidas estiveram na tal reunião, dentre elas, jornalistas, políticos e religiosos.

O texto que segue é de Brizola Neto do Tijolaço.com

A colunista Eliane Catenhede referiu-se aos blogs pró-Dilma como “os cães da internet”. José Serra chama-os de “blogs sujos”.
Quero saber o que irão falar do que a campanha de Serra – sim, a campanha de Serra, que colocava este blog “Vou de Serra 45″ na sua capa de seu site oficial – publica com o mais nítido sentido de terrorismo eleitoral, com uma produção que é evidentemente eleitoral.

Um vídeo chamado “2012, o fim está próximo” é um crime, sob todos os aspectos. Figura o Brasil sob uma ditadura, até com ameaça de invasão de tropas estrangeiras.

Coisa de canalhas. Quem age assim, sob um regime democrático e às vésperas de uma eleição livre e democrática. Pessoas assim, sim, são terroristas. Porque não estão lutando contra a tirania, estão lutando contra o voto livre da população, usando como arma o medo, a mentira e, sobretudo, a covardia.

Vou colocar o vídeo, repugnado. Porque ele está sendo publicado por dois dos grandes veículos de comunicação, O Globo e o Estadão, em seus portais, nas colunas Radar Online e no Noblat. E sem uma palavra de condenação. Por isso publico, porque é necessário reagir, e não fingir que isso não é nada.

Foi por “não ser nada” que o nazismo se desenvolveu até ir ao poder. Eu desconsideraria, se não tivesse sido publicado, como disse, sem uma palavra de condenação por dois órgãos de imprensa gigantescos, que, ao faze-lo, difundiram a centenas de milhares de pessoas o conteúdo do esgoto.Sei que o assunto está no setor jurídico do PT. Em nome da democracia, suplico que tomem uma atitude, já que se tornou inútil esperar que o Ministério Público Eleitoral aja.Tem que haver limites para a baixaria e a sordidez.

Não se trata de reprimir a liberdade e o direito de crítica, consagrados na Constituição, vedado o anonimato. O blog, mesmo sendo anônimo, encontrou abrigo na página da campanha de José Serra.Assim, juridicamente, ele o subscreveu. Não é um comentarista ou alguém que, informalmente, diz ali coisas exageradas. É um trabalho profissional, não obra de amador. Foi postado num canal do youtube criado especialmente para isso, na quarta-feira. Nunca pedimos ações contra garotos que fazem baixarias. Coisa bem diferente é isso ser patrocinado pela campanha tucana.Que fez, lamentavelmente, desta a campanha eleitoral mais suja que já assistimos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

QUANDO A HIPOCRISIA SE VESTE DE JORNALISMO

Dilma Rousseff foi presa em 1970 e torturada durante 22 dias. O processo dessa via crucis é público. O que a 'Folha de São Paulo' cobiça com avidez eleitoral é a autorização cúmplice da Justiça para dar a esse relato aromas de verdade jornalística. Qualquer veículo sério e democrático teria como prioridade denunciar as condições de exceção de direitos humanos vividas nessas tres semanas e um dia. A Folha, ao contrário, busca um carimbo que dê legitimidade ao fruto da tortura.
(Carta Maior)




Manchetes da Folha em apoio à Ditadura Militar







O golpismo valerá a pena?


Brizola Neto
Do Tijolaço.com


São cada vez mais fortes os indícios que que a Folha de S.Paulo prepara para sexta-feira uma edição destinada a disparar a “última bala” contra a candidatura Dilma Rousseff.
A insistência em obter os autos do processo contra ela, dos tempos de ditadura, no Supremo Tribunal Federal e, depois, no STF, visa, essencialmente, dar cobertura a uma matéria que já está escrita.

Até porque grande parte deste processo está copiada nos arquivos da Universidade de Campinas e são de acesso público. Fazem parte da coleção “Brasil, nunca mais”, do Arquivo Edgard Leuenroth, daquela Universidade. Neles, segundo o próprio diretor do Arquivo, Alvaro Bianchi, “, não há nada nesses processos que vincule diretamente Dilma Rousseff a ações armadas, como sequestros, expropriações ou atentados contra alvos civis e militares, nem mesmo a greves ou manifestações estudantis. Ao contrário. Mesmo seus inquisidores não conseguiram estabelecer esse vínculo, não restando –senão- acusá-la vagamente de ‘subversão’ ”.

O professor Bianchi é insuspeito, pois é a favor da liberação indiscriminada dos arquivos do STM. Mas também é contra sua manipulação:
- Suprimir a memória para não perder votos não é boa coisa. Falsificá-la para ganhá-los também não, escreveu ele, num artigo publicado na Carta Capital, onde descreve o conteúdo da documentação relativa a Dilma.

O professor pode ter suas razões. Nem mesmo concordo com elas, pois a revelação daquilo que foi dito – ou que se alegou terem dito – em sessões de torturas abomináveis viola de tal forma o direito das pessoas que só elas, individualmente, podem julgar se querem tornar público, como protesto, ou se aquilo fere a si ou a terceiros.
Afinal, se esta mesma imprensa acha abominável a quebra de sigilo fiscal, revelando aquilo que pessoas disseram à Receita Federal, como pode achar normal ter o direito de revelar detalhes do que foi obtido usando de violências bárbaras? Ou o crime cometido da delegacia fiscal de Mauá é mais grave do que aquele que se cometeu nas câmaras de tortura do regime ditatorial?

A discussão, porém, não se dá nem neste plano das ideias. Não há um pingo de “direito à informação” ou liberdade jornalística neste episódio.
O material – tentando envolvê-la em casos de sangue, não posso afirmar se direta ou indiretamente- está pronto para ser publicado de forma a não ser respondido. Sexta-feira, calam-se os horários eleitorais. No final de semana das eleições, não há possibilidade razoável de contestação. Impera o silêncio, e falarão sozinhos o Jornal Nacional, a Veja, O Globo…

Não será a ética ou o amor pela verdade que os impelirá, nem também o que lhes impedirá.

A única dúvida que lhes resta é se isso adiantará para derrotar Dilma e eleger Serra.

Marilena Chauí alerta sobre atos de violência para culpar o PT










Marilena Chauí na revista Cult









Por Suzana Vier - Rede Brasil Atual
Carta Maior

A filósofa Marilena Chaui denunciou segunda-feira (25) uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff a atos de violência. Ela afirmou, diante de um público de quase 2 mil pessoas, que soube de uma possível ação violenta que seria montada para incriminar o PT durante comício do candidato José Serra (PSDB) na próxima sexta-feira (29), em São Paulo.

Segundo Marilena, a promessa dos participantes da suposta armação seria de "tirar sangue" durante o comício. As cenas seriam usadas sem que a campanha petista tivesse tempo de responder. "Dois homens diziam: 'dia 29, nós vamos acertar tudo, vamos trazer o pessoal vestidos com camisetas do PT, carregando bandeiras do PT e vão atacar pra tirar sangue, no comício do Serra", reafirmou a filósofa, em entrevista à Rede Brasil Atual. "É preciso alertar a sociedade brasileira toda, alertar São Paulo e alertar os petistas", pediu Marilena. A ação estaria em planejamento em um bar de São Paulo, no final de semana.

Para exemplificar o caso, ela disse que se trata de um novo caso Abílio Diniz. Em 1989, o sequestro do empresário foi usado para culpar o PT e o desmentido só ocorreu após a eleição de Fernando Collor de Melo.

A denúncia foi feita durante encontro de intelectuais e pessoas ligadas à cultura, estudantes e professores universitários e políticos, na USP, em São Paulo. "Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem pelas redes sociais", divulguem.

Ela também criticou a campanha de Serra nestas eleições. "A campanha tucana passou do deboche para a obscenidade e recrutou o que há de mais reacionário, tanto na direita quanto nas religiões."

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Lula é um gênio do povo"





Maria da Conceição Tavares na capa da revista Carta Capital






Trecho da entrevista concedida ao jornal Público, de Portugal Por Alexandre Lucas Coelho


Lula: coração popular, emoção popular e mente brilhante

Amiga de Dilma e Serra, a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares, figura nacional no Brasil, vota Dilma. E explica porque acha que Lula é um líder sem par.

(...)

Existe a ideia de que a Dilma é uma construção do Lula, alguém que não tem personalidade própria.

Isso é uma bobagem. O que ela não tem é o conhecimento político do Lula. Mas foi ministra de Minas e Energias, um sector pesado, em plena crise de energia eléctrica — herança da política boba do Fernando Henrique —, e foi Chefe da Casa Civil, uma casa política. E está com ele [Lula] todos os dias. Tem aprendido com ele tudo o que há para aprender sobre o Brasil. É evidente que sem ele não teria chance. O Serra já foi candidato a várias coisas, ela não. Então, o facto de ser apoiada pelo Lula ajuda. Não bastava o PT. O PT não tem peso suficiente para fazê-la ganhar. Quem tem é o Lula, uma figura política como nunca ocorreu no país. Para dizer a verdade, pouco ocorreu no mundo.

No vídeo em que apoia à Dilma diz: não sigam a propaganda das grandes empresas, o Brasil tem de fazer as pazes com o povo, não pode ficar só votando para os 10 ou 20 por cento de cima, e a mulher do povo é a Dilma. Acha que existem dois Brasis, essa faixa de cima que é anti-Lula e o Brasil do povo?

Acho. Tranquilamente.

E isso está a manifestar-se de novo nesta eleição?

De novo. Agora, tem a classe média, que vai para cá ou para lá, conforme a conjuntura.

A classe média que ascendeu nos últimos anos?

A que ascendeu foi a média-baixa. A média-alta, não. E essa é que tem muita raiva do Lula e não vai votar na Dilma.

Nessa faixa média alta, o Lula é frequentemente descrito como um ignorante, ou um populista.

Primeiro, não é populista porque é do povo. Populista seria um cara da elite que estivesse manipulando o povo. Ele ascendeu do povo, e foi sendo feito pelo povo. Depois, ignorante, coisa nenhuma. O Lula sabe mais do Brasil do que ninguém. E sabe mais de economia aplicada, prática, do que ninguém. Já é candidato desde 1989. Então, na primeira derrota fez o Instituto de Cidadania, uma espécie de ONG, e convidava todos os intelectuais. Eu conhecia-o de vista, mas aí passei a ser assessora dele. Eu, uma série de economistas progressistas, filósofos, sociólogos.

Era uma espécie de academia informal?

Claro. De maneira que ele fez uma “universidade” que durou de 1989 a 2002.

Como “aluno”, como era?

Ah, brilhante, brilhante. Tem uma memória prodigiosa. E quando havia discussão académica e ele percebia que as questões estavam resvalando, não deixava. Ele vai no gume. Tem um sentido de oportunidade muito afiado, uma mente muito lógica. Isso é que é impressionante. Tem um coração popular, uma emoção popular, mas a cabeça dele é totalmente lógica. É dos homens mais inteligentes que conheci. Se não o mais.

Diria que o Lula é talvez o homem mais inteligente que conheceu?

Sem dúvida. E não apenas politicamente. É uma inteligência nata. É um génio do povo. Nós tivemos um génio do povo. Se não, não teria chegado lá. Você acha que alguém vindo de onde ele veio, com as dificuldades que teve, chega a presidente? Não. Ele é um génio do povo, mesmo, e impressiona qualquer um.

A senhora tem uma frase que é: “O Lula é o maior intelectual orgânico do Brasil.”

Os intelectuais como eu são clássicos. E ele é orgânico. Interpreta e representa organicamente o povo brasileiro.

Não tem nada a ver com um Hugo Chávez?

Não, imagina! O Chávez é de origem militar. Ao Chávez é que se podia chamar populista, embora eu o ache mais uma espécie de caudilho ilustrado.

E o Lula não tem nada de caudilho [líder carismático e autoritário]?

Não, que caudilho! Ele jamais faz apelos carismáticos. Ele fala com o povo, ou com quem quer que seja, de igual para igual. Faz piada, faz humor.

É um deles?

É um deles. Mas também quando se encontra com a classe média é como um de nós. Não tem complexo de inferioridade, nem de superioridade.

Não tem ressentimento, é isso?

De nenhuma espécie. E não gosta que fiquem elogiando ele de mais. É muito lúcido. Como a lucidez é uma característica da inteligência analítica, ele tem uma inteligência analítica poderosa. E como é do povo, eu digo que é orgânico.

A senhora escreveu que ele foi quem mais avançou na “republicanização do Brasil”. No sentido de democratização?

É. Porque está dando voz ao povo. A preocupação dele é tornar cidadãos os que estão à margem. E não com palavras, com factos. Indo até eles, dando-lhes direitos, com a preocupação de que as políticas sociais sejam para incorporação. O Lula, entre as derrotas, fez várias viagens ao Brasil inteiro, chamadas Caravanas da Cidadania. A palavra que escolhe sempre é cidadania. Por isso digo que é republicanização. O que ele quer é que todos os brasileiros tenham cidadania, possam-se expressar, ter direitos. Quer acabar com os dois Brasis, em resumo. Quer fazer disto uma nação.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

...o que há de pior

A carta dos verdes europeus, ao declarar sua preferência por Dilma, faz um alerta sobre José Serra, a quem não consideram sequer um social democrata de centro. "Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades..."

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma nova liberdade no horizonte do Brasil






Humberto Oliveira, Secretário de Desenvolvimento Territorial do MDA
para o Carta Maior













Lula e Dilma rompem com mais de 500 anos de história de pobreza, preconceito e submissão


Você é a favor da liberdade dos escravos? Você é a favor do fim da pobreza no Brasil? Duas perguntas, dois contextos, duas épocas. A primeira, totalmente descontextualizada, teria hoje 100% de aprovação do povo brasileiro. A segunda, completamente atual, ainda que não assumida de forma tão clara e explícita, é uma contenda do presente que ganhou veemência neste processo eleitoral. De comum entre elas, as conseqüências de uma intensa ruptura no modo de ser de uma nação.

Pois bem, tratemos de explicitar o que se esconde no jogo político das eleições presidenciais. Não é por acaso que a disputa eleitoral de 2010 alcançou um nível tão alto de antagonismo, despertando paixões em quase todos os setores da sociedade brasileira. O governo do presidente Lula colocou o Brasil no caminho de uma profunda transformação que o eleva a perigosa condição de um país moderno, sem fome, sem miséria, sem pobreza, sem desigualdades.

É pouco? Não, é o rompimento com mais de 500 anos de história política, de forte enraizamento cultural, de preconceitos sólidos. Saberemos ser uma nação civilizada? Como viveremos sem os pobres? Quem trabalhará em nossas cozinhas, em nossas fazendas com baixos salários e diárias? Como faremos nossas caridades, quem necessitará da nossa piedade? Que privilégios teremos sendo todos tão semelhantes, tão iguais? Como conviver sem a superioridade dos sobrenomes nas universidades, nas profissões, nas ciências, na política? Como compartilhar espaços de convivência, antes tão restritos, nos aviões, nos hotéis, nos cinemas, nos teatros e nos palácios?

Essas profundas mudanças que estão em curso no Brasil, que têm origem no governo Lula e terão continuidade no governo Dilma implantam pavor e preconceito na grande maioria da elite brasileira e na parte mais conservadora da nossa sociedade. Por isso há um debate disfarçado de religiosidade utilizado pelo conservadorismo político, daqueles que não querem que o Brasil siga mudando. A maior prova desse argumento é que não há um único segmento específico contra o projeto Lula/Dilma.

Parte da elite brasileira, a que é moderna, produtiva e progressista está apoiando a candidatura Dilma, assim como a maioria dos religiosos, dos intelectuais, da classe média, da juventude, dos professores e de todos aqueles brasileiros e brasileiras que não teriam dúvida no século XIX em lutar contra a escravidão e que passarão para a história como aqueles que não tiveram a dúvida contemporânea em escolher no século XXI o projeto político que põe fim a pobreza e a miséria e libertam do jugo da exploração o povo pobre do Brasil.

Comparativamente aos anos 1880, estamos nos aproximando do momento em que uma mulher, Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, assinaria por definitivo a Lei Áurea. E, como em todo fim de uma era, as resistências são truculentas e coléricas. Analogamente, a campanha de Serra representaria a última trincheira da mais feroz resistência ao fim da escravidão. Por sorte, o Brasil segue seu rumo em direção ao futuro, com orgulho do presente, com apoio de 80% dos que aprovam o governo Lula e que elegerão Dilma presidente. Estabelecendo essa analogia com a luta pela libertação dos escravos, na luta pelo fim da pobreza os intelectuais de hoje são os Joaquim Nabuco de outrora, os atuais artistas, os Castro Alves de antanho e o povo brasileiro de agora, os que lutaram pela libertação dos seus irmãos escravizados pela elite conservadora daqueles tempos. Surge uma nova liberdade no horizonte do Brasil.

Ah, havia também um rolo de fita!...


Claro, o confronto não deveria ter acontecido, os petistas não deveriam ameaçar Serra e o pessoal que estava com ele, nem os seguranças de Serra agredir petistas. Foi tudo errado, não se pode tentar "argumentar" posições políticas com agressões físicas.

Por outro lado, ainda assim, nada que justificasse o exame de tomografia computadorizada, o cancelamento da agenda e o repouso de 24 horas do candidato tucano.

Entre beijos e dossiês










Nassif: Amaury trabalhava para Aécio quando houve quebra de sigilos

O caso do dossiê Amaury

Do blog do Luís Nassif


Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.
As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.

A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.

Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polífica Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.

No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Agentes da CIA estão atuando no Brasil como no pré-64

Dá até pra rir um pouco com atuação de Serra no episódio da bolinha de papel, mas o texto a seguir mostra a gravidade do que está acontecendo.


A reportagem do SBT é clara: o que atingiu Serra durante a caminhada no Rio foi uma bolinha de papel – daquelas que os alunos de sexta-série jogam nos outros. Serra, depois de receber um telefonema, resolve mostrar desconforto, passa a mão na cabeça, vai ao médico, cancela agenda. O ferimento real veio do Ibope: Serra levou 12 pontos na cabeça! De todo jeito, petistas que foram pra rua no Rio são desajuizados. Tudo que Serra quer é confronto.

Cinco ondas da campanha contra Dilma Roussef

O escrevinhador
por Rodrigo Vianna


O jornalista Tony Chastinet é um especialista em desvendar ações criminosas. Sejam elas cometidas por traficantes, assaltantes de banco, bandidos de farda ou gangues do colarinho branco.

O Tony é também um estudioso de inteligência e contra-inteligência militar. E ele detectou, na atual campanha eleitoral, o uso de técnicas típicas de estrategistas militares: desde setembro, temos visto ações massivas com o objetivo de disseminar “falsa informação”, “desinformação” e criar “decepção” e “dúvida” em relação a Dilma. São conceitos típicos dessa área militar, mas usados também em batalhas políticas ou corporativas.

Na atual campanha, nada disso é feito às claras, até porque tiraria parte do impacto. Mas é feito às sombras, com a utilização de uma rede sofisticada, bem-treinada, instruída. Detectamos nessa campanha, desde a reta final do primeiro turno, 4 ondas de contra informação muito claras.

1) Primeira Onda – emails e ações eletrônicas: mensagens disseminadas por email ou pelas redes sociais, com informações sobre a “Dilma abortista”, “Dilma terrorista”, “Dilma contra Jesus”; foi essa técnica, associada aos sermões de padres e pastores, que garantiu o segundo turno.

2) Segunda Onda – panfletos: foi a fase iniciada na reta final do primeiro turno e retomada com toda força no segundo turno; aqueles “boatos” disformes que chegavam pela internet, agora ganham forma; o povão acredita mais naquilo que está impresso, no papel; é informação concreta, é “verdade” a reforçar os “boatos” de antes;

3) Terceira Onda – telemarketing: um passo a mais para dar crédito aos boatos; reparem, agora a informação chega por uma voz de verdade, é alguém de carne e osso contando pro cidadão aquilo tudo que ele já tinha “ouvido falar”.

4) Quarta Onda – pichações e faixas nas ruas: a boataria deixa de frequentar espaços privados e cai na rua; “Cristãos não querem Dilma e PT”; “Dilma é contra Igreja”; mais um reforço na estratégia. Faixas desse tipo apareceram ontem em São Paulo, como eu contei.

O PT fica, o tempo todo, correndo atrás do prejuízo. Reparem que agora o partido tenta desarmar a onda do telemarketing. Quando conseguir, a onda provavelmente já terá mudado para as pichações.

Há também a hipótese de todas as ondas voltarem, ao mesmo tempo, com toda força, na última semana de campanha. Tudo isso não é por acaso. Há uma estratégia, como nas ações militares.
O que preocupa é que, assim como nas guerras, os que tentam derrotar Dilma parecem não enxergar meio termo: é a vitória completa, ou nada. É tudo ou nada – pouco importando os “danos colaterais” dessas ações para nossa Democracia.

Reparem que essas ondas todas não foram capazes de destruir a candidatura de Dilma. Ao contrário, a petista parece ter recuperado força na última semana. Mas as dúvidas sobre Dilma ainda estão no ar.

Minha mulher fez uma “quali” curiosa nos últimos dias. Saiu perguntando pro taxista, pro funcionário da oficina mecânica, pro vigia da rua de baixo, pra moça da farmácia: em quem vocês vão votar? Nessa eleição, pessoas humildes- quando são indagadas por alguém de classe média sobre o assunto - parecem se intimidar. Uns disseram, bem baixinho: “voto na Dilma”, outros disseram “não sei ainda”. Quando minha mulher disse que ia votar na Dilma, aí as pesoas se abriram, declararam voto. Mas ainda com algum medo de serem ouvidos por outros que chamam Dilma de “terrorista”, “vagabunda”, “matadora de criancinhas”.

O que concluo: as técnicas de contra-inteligência de Serra conseguiram deixar parte do eleitorado de Dilma na defensiva. As pessoas – em São Paulo, sobretudo -têm certo medo de dizer que vão votar em Dilma.
Esse eleitorado pode ser sensível a escândalos de última hora. Não falo de Erenice, Receita Federal, Amaury – nada disso.

Tony teme que as o desdobramento final da campanha (ou seja a “Quinta Onda”) inclua técnicas conhecidas nessa área estratégico-militar: criar fatos concretos que façam as pessoas acreditarem nos boatos espalhados antes.

Do que estamos falando? Imaginem uma Igreja queimando no Nordeste, e panfletos de petistas espalhados pela Igreja. Imaginem um carro de uma emissora de TV ou editora quebrado por “raivosos petistas”.

Paranóia?

Não. Lembrem como agiam as forças obscuras que tentaram conter a redemocratização no Brasil no fim dos anos 70. Promoveram atentados, para jogar a culpa na esquerda, e mostrar que democracia não era possível porque os “terroristas” da esquerda estavam em ação. Às vezes, sai errado, como no RioCentro.

Por isso, vejo com extrema preocupação o que ocoreu hoje no Rio: militantes do PT e PSDB se enfrentam numa passeata de Serra. É tudo que o que os tucanos querem na reta final: a estratégia, a lógica, leva a isso. Eles precisam de imagens espataculares de “violência”, da “Dilma perigosa”, do “PT agitador” – para coroar a campanha iniciada em agosto/setembro.

Espero que o Tony esteja errado, e que a Quinta Onda não venha. Se vier, vai estourar semana que vem: quando não haverá tempo para investigar, nem para saber de onde vieram os ataques.
Tudo isso faz ainda mais sentido depois de ler o que foi publicado pelo ”Correio do Brasil”: uma Fundação dos EUA mostra que agentes da CIA e brasileiros cooptados pela CIA estariam atuando no Brasil – exatamente como no pré-64.

Como já disse um leitor: FHC queria fazer do Brasil um México do sul (dependente dos EUA), Serra talvez queira nos transformar em Honduras (com instituições em frangalhos).
Os indícios estão todo aí. Essa não é uma campanha só “política”. Muito mais está em jogo. Técnicas de inteligência militares estão sendo usadas. Bobagem imaginar que não sejam aprofundadas nos dez dias que sobram de campanha. Por isso, o desespero do PSDB com as pesquisas. Ele precisa chegar à ultima semana com diferença pequena. Se abrir muito, até a elite vai desconfiar das atitudes das sombras, vai parecer apelação demais.

(...)

Estejamos preparados pra tudo. E evitemos entregar à turma das sombras o que ela quer: agressões contra Serra, contra Igrejas, contra carros de reportagem.
O Brasil precisa respirar fundo e passar por esse túnel de sombras em que acampanha de Serra nos lançou.

Leia mais abaixo: O risco de um novo golpe político no Brasil é real e iminente.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ambientalistas que estavam com Marina manifestam apoio a Dilma






Do Carta Maior







Alguns dos principais ambientalistas do país que acompanharam Marina Silva no primeiro turno decidiram lançar um manifesto de apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff.


O manifesto traz o apoio individual de respeitados dirigentes do movimento socioambientalista ligados a organizações como o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável (FBOMS).

Inteligência brasileira se une contra um retrocesso chamado Serra


Intelectuais e artistas brasileiros se mobilizam em todo o país em manifestações de protesto e indignação contra as metas e os métodos adotados pela candidatura do conservadorismo brasileiro.

Circulam pelas universidades e na Internet:

"Manifesto dos Reitores contra Serra";

"Manifesto dos Professores de Filosofia contra Serra";

"Manifesto dos Artistas e Intelectuais contra Serra".

O mais recente documento, que ontem já reunia cerca de 1000 assinaturas, é o manifesto dos professores universitários que abre com a seguinte frase:

"Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra".

Estes e outros manifestos são assinados pelas melhores cabeças deste país, por pessoas que pensam, que sabem muito bem o que significa continuar com o governo popular iniciado por Lula ou o grande retrocesso que seria a volta dos tucanos ao poder.

domingo, 17 de outubro de 2010

Tasso tenta agredir padre que denunciou o uso da fé

José Serra... quis se aproveitar dos festejos em homenagem a São Francisco no município de Canindé, no sertão do Ceará e lá desembarcou com Tasso Jereissati, o “coronel-senador” abatido nas urnas pelo povo cearense.

De Escrevinhador e Jornal O Povo



Não contava, porém, com que o padre que oficiou a missa não estivesse na turma dos fariseus.

Segundo o relato do repórter Ítalo Coriolano , do jornal O Povo , “o padre Francisco, que celebrava a cerimônia, começou a se queixar. Disse que quem estava lá para causar tumulto se retirasse, porque o povo lá estava para ouvir São Francisco, e não políticos.
Serra e Tasso estavam na plateia, em local de destaque.

Já no fim da missa, o padre mostrou panfleto de Serra com críticas a Dilma em temas relativos a religiosidade. E disse que ninguém podia falar em nome da Igreja e que aquela não era a posição da Igreja.

“Estão acusando a candidata do PT de várias coisas, afirmando em nome da Igreja. Não é verdade! Isso não é jeito de se fazer política! A Igreja não está autorizando isso”, bradou o padre, provocando os aplausos de fiéis e a revolta de Tasso, que partiu para cima do altar, sendo contido por uma assessora e pela esposa, Renata Jereissati.

Os panfletos a que se referiu o padre estão sendo impressos aos milhões. É vergonhoso o que estão fazendo com a devoção e a fé das pessoas. As igrejas, católicas ou protestantes, estão sendo vilipendiadas por gente farisaica, que quer usar sordidamente os templos como comitês eleitorais.

Ouça matéria sobre o tumulto criado por Serra e o "Coronel" no link da CBN, logo abaixo.

CBN - A rádio que toca notícia - Política

CBN - A rádio que toca notícia - Política

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dilma é alvo de grupos de extrema-direita e neonazistas


O jornalista Tony Chastinet fez um levantamento minucioso sobre a origem de um dos e-mails caluniosos que circulam contra a candidata Dilma Rousseff (PT). Descobriu que o e-mail partiu de gente ligada à extrema-direita e a grupos neonazistas. Gente com nome, sobrenome e endereço. O jornalista apresenta as provas. (Azenha/Viomundo)

Rodrigo Vianna/Tony Chastinet
Publicado originalmente no Blog Escrevinhador



O CAMINHO DA CALÚNIA
por Tony Chastinet

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa. Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site http://www.tribunanacional.com.br./ Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”. Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes). Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão. Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas.

Mas tem mais. No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai. Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br/. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná. O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho. Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.

Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.

Mais detalhes e demais fontes veja em :blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna

O risco de um novo golpe político no Brasil é real e iminente



Com trechos de Carta Maior
(Marco Aurélio Weissheimer)





A movimentação das forças de extrema-direita, 'lideradas' por Serra, lembra as ações que antecederam o Golpe de 1964

Ainda no primeiro turno das eleições presidenciais eu havia dito que “o risco de um golpe no Brasil seria real e iminente”, me baseando no tipo de campanha feita pelo PSDB e pela chamada “grande mídia”.

Agora uma pessoa com muito mais experiência e conhecimento político que eu proclamou a mesma coisa, colocou o problema no tom mais adequado até o momento. Veja o que disse Tarso Genro, governador eleito pelo PT no Rio Grande do Sul, no último dia 7 ao lado de lideranças de vários partidos:

“Estamos assistindo a uma campanha de golpismo político e midiático semelhante ao que ocorreu antes do golpe de 64. Mas hoje a ameaça não vem dos militares. Hoje essa ameaça é talvez mais grave, pois se trata de golpismo político com apoio de uma parte importante da grande imprensa"

O evento em favor da candidatura de Dilma ocorreu no salão São José do Hotel Plaza San Rafael e reuniu mais de duas mil pessoas. O tom dramático do discurso estava baseado na percepção de que há uma grave ameaça pairando sobre a democracia brasileira. Nunca antes na história do Brasil, um candidato adotou como plataforma política uma campanha de calúnias e difamações contra sua adversária política. Uma inédita sordidez, repetiu Tarso.

Uma prática, segundo ele, que pode provocar uma ruptura política no país e coloca em risco a legitimidade do processo eleitoral.

Mas Tarso e os demais (líderes presentes no evento) não apostam no caminho da ruptura, mas sim no da superação do nível sórdido da campanha por meio de uma antiga e sempre eficiente arma do PT e dos partidos e organizações populares: a força de sua militância.
“A militância vai fazer a diferença e eleger Dilma. Eles esgotaram seu estoque de baixarias e já estão repetitivos”, acrescentou Tarso.

O governador eleito lembrou a Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola em defesa do governo de João Goulart. Tarso e as demais lideranças políticas presentes no ato anunciaram que o Rio Grande do Sul pretende mobilizar todo o país em defesa de Dilma, da democracia e do projeto representado pelo governo Lula. A mensagem transmitida no ato foi em tom alto e claro, sem metáforas: as elites paulistas e seus aliados terão mais uma vez à sua frente adversários que, desde Getúlio Vargas, insistem em contrapor um projeto de desenvolvimento nacional ao suposto cosmopolitismo dessa elite que só enxerga o povo pobre como um objeto a ser usado em época de eleição e o país como um balcão para seus negócios privados.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aldir Blanc sabe bem o que está em jogo neste 2º turno














Leia o alerta feito pelo compositor à Marina e ao PSOL:


Pilatos não pode mais lavar as mãos com sabonete verde. Lamentável que Marina e o PSOL estejam “pensando”. Os que morrem de fome, de pancada, os que foram torturados e mortos, esses não tiveram esse confortável tempo para optar. A reação, desde a Comuna de Paris, desde os Espartaquistas, sempre matou mais rápido, enquanto gente do “Bem” pensava...

Votem em Dilma – ou regridam às privatizações selvagens, à perda da Petrobrás, ao comando do latifúndio, dos ruralistas, dos banqueiros, de todas as forças retrógradas do país, incluindo os torturadores.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Chico Buarque e Leonardo Boff lideram manifesto em favor de Dilma

















Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto abaixo de apoio político a eleição de Dilma Roussef.

O Ato Político de entrega do manifesto à candidata será no Teatro Casa Grande, dia 18 de outubro, na cidade do Rio de janeiro.

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desigualdade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.
Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

"PELOS FRUTOS SE CONHECE A ÁRVORE"
















FALA FREI BETTO:

ela [Dilma] e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que "a árvore se conhece pelos frutos", como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.

Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto...

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

domingo, 10 de outubro de 2010

Dilma é contra a flexibilização do aborto



Dilma com seu primeiro neto, nascido em pleno 1º turno das eleições presidenciais




Dilma disse que é pessoalmente contra o aborto

A candidata Dilma Rousseff já disse que é pessolmente contra o aborto. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto. Até porque seria muito estranho que quando há uma manifestação de vida no seio da minha família, porque meu neto acabou de nascer, eu defendesse uma posição a favor do aborto. Eu sou contra o aborto, porque é uma violência contra a mulher, acho que nenhuma
mulher é a favor do aborto”, disse, em visita a Belo Horizonte.

“O Estado brasileiro não vai considerar essas mulheres uma questão de polícia. Mas uma questão de saúde pública e social, porque nós temos é que prevenir que jovens nesse país recorram a esses métodos. Temos que impedir que mulheres jovens sejam levadas por esse caminho por falta de alternativa”, salientou. Dilma ainda fez outro esclarecimento para afastar os boatos: “Não há nenhuma alteração no programa de governo, porque não tem nada sobre aborto no programa de governo e não tem o que alterar”.






Dilma no batizado de Gabriel

Serra defende união homossexual durante a Parada Gay de SP




Jornal O Estado de São Paulo
Caderno Cidades
14 de junho de 2009





Governador afirma que projeto que vai propiciar união estável entre pessoas do mesmo sexo 'está andando'

O governador de São Paulo e líder nas pesquisas para a eleição presidencial no país no próximo ano, José Serra, defendeu neste domingo, 14, a união estável de pessoas do mesmo sexo durante a 13ª Parada do Orgulho Gay...

Em um encontro com líderes das comunidades homossexuais e com os organizadores da maior manifestação gay do mundo, Serra afirmou que é "propício" à união estável entre pessoas do mesmo sexo e adiantou: "Temos um projeto sobre isso, está realmente andando porque o apoiamos".

Os ativistas pediram ao político do PSDB um respaldo para que o Senado aprove a lei que tipifica a homofobia como crime e que já foi aprovada em primeira instância pela Câmara dos Deputados.
Alguns senadores fazem objeções aos artigos que proíbem pastores, sacerdotes e líderes religiosos a condenar o homossexualismo em programas de rádio e televisão, além da normativa judicial contra a discriminação homossexual em manifestações públicas.

(...)

O tema da edição deste ano foi "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!" e homenageou os 30 anos do movimento homossexual no Brasil, que já ganhou o reconhecimento patrimonial e direitos de previdência social para cônjuges do mesmo sexo, entre outras reivindicações.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Leia o texto que levou o "Estadão" a demitir a psicanalista Maria Rita Kehl



Maria Rita no programa Café Filosófico da TV Cultura








Maria Rita Kehl: A desqualificação do voto do pobre

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos.

por Maria Rita Kehl no O Estado de S.Paulo

Este jornal (Estadão) teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem idéia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Onda verde ou tsunami da religiosidade?

Marcha da Família com Deus pela Liberdade. A participação e o apoio de religiosos ajudou a instaurar a Ditadura Militar no Brasil.

Sobre os quase 20% de Marina e o segundo turno para presidente

Quase sempre estou em acordo com o grande jornalista Luiz Carlos Azenha do viomundo.com, mas desta vez vou discordar dele. Azenha afirma ter havido de fato uma onda verde em favor da candidatura de Marina Silva, tendo encontrado na juventude sua maior força. O jornalista ainda diz não acreditar que a “sórdida campanha movida por católicos e evangélicos contra a candidata governista” seja responsável pelo elevado percentual da candidata do Partido Verde.

Claro que podemos dizer que os fatores tenham sido diversos. Isto é verdade, mas também pode ser uma saída retórica para quem não quer arriscar uma análise mais audaciosa. Vou defender aqui uma tese: os 12 ou 14% que Marina apresentou nas últimas pesquisas eleitorais, creio, sejam frutos de uma onda ou marolinha verde, aí estariam os votos ideológicos, daqueles que consideraram a necessidade de uma "terceira via", uma opção mais consciente. Mas e os quase 6% a mais que vieram depois da apuração? Este percentual, no meu entendimento, foi gerado sim pela sórdida campanha sofrida por Dilma.


Marina seria usada

As diversas mídias de esquerda já alertavam que, depois de os tucanos e a mídia retrógrada terem tentado de tudo para derrubar Dilma e fazer o candidato do PSDB crescer, sem êxito, restava usar a Marina. Já que Serra parecia ter atingido seu teto, a única coisa a fazer seria investir em Marina, ajudá-la de alguma forma a fim de garantir o segundo turno. Atacando Dilma nas questões de ordem moral a candidata verde ganharia, sem muito esforço, os votos dos “dissidentes”.

A forte campanha dos veículos de comunicação da chamada “grande imprensa” que criam “verdades”, subvertem a lógica, mentem, enganam e desinformam o povo conquistou o apoio de parte da sociedade, em especial evangélicos e católicos

Uma história vergonhosa

O histórico dos evangélicos, infelizmente, não é muito bom quando se refere à participação ou influência política. Neste momento preciso lembrar que sou presbiteriano, deste modo fico mais a vontade para dizer o que segue.

O Nazismo conquistou apoio dos protestantes, que prefiro chamar agora de evangélicos. A Ku Klux Klan tinha em meados do século passado nos Estados Unidos, a complacência, ou pior que isto, a participação de presbiterianos e batistas. A Ditadura Militar recebeu apoio de igrejas evangélicas a todas as atrocidades que cometia na época. Considero que os exemplos já sejam horríveis, vergonhosos e suficientes para o momento. Em nome da pureza, da retidão e de Deus é que os apoiamos.

Quando eu assisti pela internet à absurda “pregação” do tal “pastor” Piragine, da Igreja Batista de Curitiba (membro da Aliança Batista Brasileira e não da Convenção Batista Brasileira) eu já temi pelo que poderia acontecer. Confesso que não acredito muito na capacidade de discernimento de muitos líderes evangélicos de nosso tempo, em especial em questões que envolvam as artimanhas políticas de alguns partidos e de parte da mídia.

Em todas as campanhas de Lula para presidente, até que ele fosse eleito, ouvi muito evangélicos afirmarem, com a certeza de uma revelação divina, que Lula era enviado do Diabo e que ele fecharia as igrejas. Como se as portas do inferno pudessem prevalecer sobre a Igreja de Cristo. Depois, já em sua primeira gestão, o presidente deixou claro que tudo não passava de puro devaneio “espiritual”.

Agora era a vez de Dilma Roussef. Agora sim, esta é a enviada de Satã para exterminar a pureza deste povo. Ela legalizaria o casamento homossexual, a própria seria adepta desta prática (segundo boatos da internet) flexibilizaria a prática do aborto, Dilma morreria (talvez algum anjo tenha trazido o presságio) e Temer, um satanista (?) iria comandar o país, etc... Já é o suficiente.

Creio que Dilma será eleita no próximo dia 31 de outubro. Imagino que o candidato do PT à sua sucessão, daqui quatro ou oito anos, também experimentará do mesmo cálice. A pergunta é: quando os evangélicos aprenderão a ser astutos como a serpente? Quando aprenderemos a discernir o que está por trás das diabólicas ações da mídia fascista que temos em nosso país? Até quando seremos usados pelos poderes demoníacos deste mundo tenebroso do mercado midiático e da banda podre da elite?

O que seria um governo do mal em nosso país?

Ele faria cerca de 30 milhões de pessoas saírem da miséria, outros 36 milhões ascenderem à classe média, geraria 14,5 milhões de empregos e milhões de oportunidades, abençoando as famílias brasileiras? Diminuiria a mortalidade infantil? Concederia mais dignidade, orgulho e esperança ao povo? Levaria luz para todos? Ou, ao contrário, geraria desigualdades, injustiça, miséria e morte, como costumam ser os governos demo-tucanos? Claro, não afirmo e nunca farei isto, que é possível a existência de um governo humano perfeito. Mas é imperativo e urgente que as enormes diferenças destes dois modos de governar sejam reconhecidas e ressaltadas por nós para que possamos assumir posição em favor do que é melhor para os excluídos e os pobres deste país.

Marina Silva, evangélica, membro da Assembléia de Deus, em plena campanha eleitoral, disse diante de toda a imprensa que as questões como aborto e união de pessoas do mesmo sexo, seriam tratadas, em um eventual governo seu, pelo Congresso Nacional, e não seriam (como muitos imaginavam) decididos por ela, como numa ditadura. O PT tem diversos parlamentares que são contra a flexibilização do aborto e alguns que se colocam contra a “criminalização” da homofobia ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O PT da Bahia acaba de eleger para o Senado o deputado federal Walter Pinheiro, membro da Igreja Batista, um exemplo de ética, compromisso com o Evangelho e convicção política.

Alguns amigos acham ruim quando eu digo que o lugar da hipocrisia, mais do que a política, é a igreja. Mais uma vez confirmei isto, infelizmente. Vi muitos evangélicos defenderem o voto em um “homem de Deus” e apoiarem os piores corruptos de que se tem notícia em troca de favores e vultosos recursos. Pessoas deixarem de votar na Dilma por tudo o que já dissemos aqui e mandarem para o Congresso gente da pior espécie, exatamente onde se decidirá sobre as questões mais polêmicas em foco nas eleições e aqui neste texto.

Ah, eu não falei dos católicos? Para mim basta que a esquerda católica ressurja!

Sinceramente espero que os evangélicos possam refletir melhor e que optem pela continuidade do governo popular iniciado por Lula, um governo que trabalha em favor da vida. Dilma presidente!