terça-feira, 8 de junho de 2010


Revista Veja faz propaganda antecipada e permanente pró-Serra e comete crime




Não é de hoje, sabemos da opção política da Revista Veja, na verdade uma mídia que se transformou em material de campanha permanente de apoio às políticas defendidas e praticadas pelos tucanosdemos.
Mas este folheto eleitoreiro já está exagerando demais na dose. Seus colunistas, por exemplo, chamam o nosso presidente da República de otário, daí pra mais.
Eventualmente, e teimosamente, eu envio comentários relativos aos textos escritos por Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. Como era de se esperar, eles não costumam postar minhas considerações, sempre contrárias a seus posicionamentos.
Mas, nas duas últimas intervenções minhas, fui surpreendido por uma atitude criminosa. Postei comentários em dois textos do colunista Augusto, do dia 03 de junho. No primeiro, intitulado: "Ou o judiciário enquandra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário. Não existe uma terceira opção" eu postei um comentário que era mais ou menos o que segue: "Já era hora da revista Veja, panfleto eleitoreiro pró-serra, e que faz campanha antecipada (e permanente) em favor da política dos tucanos e demos, da qual você e seu colega Reinaldo são funcionários-padrão, de ser enquadrada pela justiça..."
No segundo, intitulado: "O gerente da fábrica de mentiras" eu respondi: "A maior fábrica de mentiras do Brasil é a revista Veja..."
Claro que ele não iria gostar desses comentários. O Augusto, no entanto, poderia ter ignorado, ou defendido o que havia escrito. Mas ele prefeiru cometer um crime.
Na primeira ele postou apenas: "Já era hora" ou seja, quem lê imagina que eu havia concordado com o enunciado escrito por ele;
Na segunda, postou: "A maior fábrica de mentiras do Brasil" mais uma vez passando a idéia de que eu concordava com ele.
A parte podre da elite brasileira e a mídia reacionária têm inveja da candidata dos petistas e especialmente de seu principal cabo-eleitoral, o presidente Lula. FHC nem poderá aparecer muito na campanha de Serra para não prejudicá-lo e Dilma representa um governo que deu certo, muito diferente do candidato tucano.
Não sou a favor da censura, mas quão leviana é a chamada grande mídia brasileira, da qual a Veja é uma das principais representantes, que se utiliza da liberdade que tem para atitudes tão vis e repugnantes! Esse pessoal merecia estar na Venezuela, seriam melhor tratados por Chaves.

domingo, 6 de junho de 2010




Direto da Alemanha


VIOMUNDO
30 de maio de 2010





Lula salta para a Grande Liga da diplomacia mundial
Da revista alemã Der Spiegel
Acordo Nuclear do Irã
Erich Follath e Jens Glüsing

Cheio de confiança, o presidente brasileiro Luiz Inácio da Silva está elevando seu país ao status global com crescentes avanços na política internacional. Em sua jogada mais recente, ele convenceu o Irã a concordar com um controverso acordo nuclear. Pode oferecer oportunidades para evitar sanções e guerra?

Ele foi acusado de ser muitas coisas no passado, inclusive comunista, um proletário grosseiro e um bêbado. Mas esses dias passaram. No momento em que o Brasil ascende para se tornar um poder econômico, a reputação dele experimentou um crescimento meteórico. Muitos agora vêem o presidente do Brasil como um herói do hemisfério Sul e um importante contrapeso a Washington, Bruxelas e Beijing. A revista americana Time levou a coisa um passo adiante há duas semanas, quando o nomeou “o líder político mais influente do mundo”, mesmo adiante do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Em seu país nativo, há muitos que o enxergam como candidato ao prêmio Nobel da paz.

(...) Em encontros em ritmo de maratona, ele negociou um acordo nuclear com a liderança iraniana. (...) O Ocidente, que vinha promovendo o fortalecimento de medidas punitivas internacionais, pareceu pego de surpresa.

Mas o contra-ataque de Washington veio na semana seguinte (...)

Mas não é a solução proposta por Lula a que mais promete? Será fácil assim segurar o Lula Superstar, que tem o apoio da Turquia, integrante da OTAN? Quem quer que tenha seguido a carreira dele vai achar difícil de acreditar. Este homem sempre prevaleceu contra todo tipo de resistência e contra todas as probabilidades.

(...)

O mandato dele expira em dezembro, quando não poderá mais buscar a reeleição. Ele arrumou a casa domesticamente preparando um sucessor em potencial. Mas o presidente autoconfiante evidentemente quer deixar um legado na política externa: ele considera um dever transformar o país, cuja população é de 196 milhões, em um poder mundial com um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Lula reconhece que ajuda manter boas relações com Washington, Londres e Moscou em busca deste objetivo. Mas ele também sabe que relações próximas com a China e a Índia, assim como com o Oriente Médio e países africanos, podem ser ainda mais importantes. Ele se vê como um homem “do sul”, como líder dos pobres e destituídos. E, naturalmente, ele também reconhece as mudanças que estão acontecendo. No ano passado, por exemplo, a República Popular da China ultrapassou pela primeira vez os Estados Unidos como o maior parceiro comercial do Brasil.

Lula é o único chefe de Estado que participou tanto do exclusivo Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, quanto do Fórum Social Mundial, que é crítico da globalização, em Porto Alegre, no Brasil. Ele é um incansável viajante, tendo visitado 25 países na África, muitos na Ásia e quase todos na América Latina — sempre com uma delegação. Ele prega sua crença em um mundo multipolar. E porque Lula é um orador carismático e um sindicalista “autêntico”, multidões em todo o mundo o incentivam como se ele fosse um popstar. Na cúpula do G-20, em Londres, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aparentemente um fã, disse: “Eu amo esse cara”.
Mas Obama não pode mais ter certeza de que Lula é de fato “seu cara”. Ao se distanciar de Washington, o brasileiro está se tornando mais e mais autoconfiante e, às vezes, até busca confronto.

Muitos estavam céticos quando Lula foi a Teerã negociar o acordo nuclear com a liderança iraniana, particularmente depois que os iranianos não mostraram nenhuma inclinação para fazer acordo em meses recentes. Numa entrevista de imprensa conjunta com Lula, o presidente russo Dmitry Medvedev disse que as chances de um acordo eram de no máximo 30%. Lula respondeu dizendo: “Acho que são de 99%”. Lá estava de novo o ego pronunciado da estrela política em ascensão. “Ele acha que é um trabalhador milagroso, que pode conseguir o que outros não conseguem”, disse um especialista em América Latina, Michael Shifter.

(...)

(Apesar de todas as objeções quanto ao acordo com o Irã) Ele (Lula) demonstra que não pode mais ser ignorado no palco mundial. Na última terça-feira (24 de maio) os amigos do presidente brasileiro saudaram suas tentativas de paz em uma cúpula da União Europeia-America Latina em Madrid. Sua aparição lá teve o objetivo de demonstrar que o “lula” tem vários braços. Ele já provou que pode nadar com os grandes tubarões.

Nos bastidores, Lula Superstar gosta de falar sobre como forçou os diplomatas brasileiros a abandonar a “síndrome do viralata”, seu termo para o profundo complexo de inferioridade sentido por muitos de seus compatriotas brasileiros em relação a estadunidenses e europeus até recentemente.

Foi em 2003, na primeira grande aparição de Lula, na cúpula do G-8 de Evian, na França. Um grupo de pessoas estava sentado no lobby do hotel da conferência, esperando a chegada do presidente George W. Bush dos Estados Unidos. Quando os americanos finalmente entraram no salão, todos se levantaram — exceto Lula, que ordenou a seu ministro das Relações Exteriores que permanecesse sentado. “Não faço parte desta subserviência”, o presidente brasileiro disse. “Além disso, ninguém se levantou quando eu entrei”.
Centrais sindicais defendem lei de autoria do Deputado Marcos Martins contra o amianto
jusbrasil - 16.05.2010

As centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) enviaram em maio ofício ao presidente da Assembléia, Barros Munhoz, solicitando a não inclusão na Ordem do Dia do Projeto de Lei 917/2009, de autoria do deputado estadual Waldir Agnello (PTB).



O projeto de Agnello estabelece normas de transição para a aplicação da Lei Estadual 12.684/2007, que proíbe o uso do amianto em São Paulo.
A CUT considera que tal propositura, ao estabelecer normas de transição, retrocede no direito inalienável à promoção da saúde e a preservação da vida, direitos consagrados em convenções internacionais, na Constituição Federal e na Constituição do estado. Já a Conlutas entende que objetivo do PL 917/2009 é o de "revogar a proibição do uso do amianto no Estado, conseguida a duras penas com a promulgação da lei 12.684/2007".
Os ofícios das centrais sindicais alegam que a convenção 162 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a qual o Brasil é signatário, apóia as iniciativas de proteção à saúde dos trabalhadores em relação à exposição ao amianto.
Para o deputado Marcos Martins (PT), autor da Lei 12.684/2007, a solicitação das centrais reflete o desconforto dos trabalhadores em relação ao PL 917/2009 que, em sua opinião, visa descaracterizar a lei que proíbe o uso do amianto. "A manifestação das centrais sindicais demonstra que os trabalhadores não querem retrocesso. Os sindicatos sabem que o banimento do amianto não gera desemprego, gera salubridade nos locais de trabalho", declarou o parlamentar.

sábado, 5 de junho de 2010










O vereador Rubinho Bastos (PT-Osasco) e Bruna Furlan (PSDB-Barueri) disputam a preferência do eleitorado da região para a Câmara Federal


O vereador Rubinho Bastos de Osasco foi o petista melhor colocado na enquete para o cargo de Deputado Federal, realizada pelo jornal Diário da Região e encerrada no dia 25 de maio de 2010. Além de apresentar uma espécie de empate técnico entre Rubinho e Bruna Furlan (PSDB) filha do prefeito de Barueri, Rubens Furlan, a enquete mostra uma vantagem enorme do segundo para o terceiro colocado, ninguém menos que o Deputado Federal João Paulo Cunha, também do PT de Osasco.

Resultado da enquete:

Bruna Furlan (PSDB) 575 votos 31,6%
Rubinho Bastos (PT) 518 votos 28,5%
João Paulo Cunha (PT) 197 votos 10,9%
Antonio Toniolo (PRP) 106 votos 5,8%
André Sacco (PSDB) 93 votos 5,1%
Fernando Chucre (PSDB) 79 votos 4,3%
Salim Reis (DEM) 76 votos 4,2%
Saulo Góes (PDT) 74 votos 4,1%
Valdeci Chiranha (PT) 52 votos 2,9%
Toninho Kalunga* (PT) 46 votos 2,5%

*Kalunga, que é vereador em Cotia, retirou sua pré-candidatura. Não por sua colocação nesta enquete, certamente por outros motivos.



Leonardo Boff
para tijolaço,

do viomundo.com.br
3 de junho de 2010






Boff: A saudade do servo na velha diplomacia brasileira


O filósofo F. Hegel em sua Fenomenologia do Espírito analisou detalhadamente a dialética do senhor e do servo. O senhor se torna tanto mais senhor quanto mais o servo internaliza em si o senhor, o que aprofunda ainda mais seu estado de servo. A mesma dialética identificou Paulo Freire na relação oprimido-opressor em sua clássica obra Pedagogia do oprimido. Com humor comentou Frei Betto: “em cada cabeça de oprimido há uma placa virtual que diz: hospedaria de opressor”. Quer dizer, o opressor hospeda em si oprimido e é exatamente isso que o faz oprimido. A libertação se realiza quando o oprimido extrojeta o opressor e ai começa então uma nova história na qual não haverá mais oprimido e opressor mas o cidadão livre.

Escrevo isso a propósito de nossa imprensa comercial, os grandes jornais do Rio, de São Paulo e de Porto Alegre, com referência à política externa do governo Lula no seu afã de mediar junto com o governo turco um acordo pacífico com o Irã a respeito do enriquecimento de urânio para fins não militares. Ler as opiniões emitidas por estes jornais, seja em editoriais seja por seus articulistas, alguns deles, embaixadores da velha guarda, reféns do tempo da guerra-fria, na lógica de amigo-inimigo é simplesmente estarrecedor. O Globo fala em “suicídio diplomático”(24/05) para referir apenas um título até suave. Bem que poderiam colocar como sub-cabeçalho de seus jornais:”Sucursal do Império” pois sua voz é mais eco da voz do senhor imperial do que a voz do jornalismo que objetivamente informa e honestamente opina. Outros, como o Jornal do Brasil, tem seguido uma linha de objetividade, fornecendo os dados principais para os leitores fazerem sua apreciação.

As opiniões revelam pessoas que têm saudades deste senhor imperial internalizado, de quem se comportam como súcubos. Não admitem que o Brasil de Lula ganhe relevância mundial e se transforme num ator político importante como o repetiu, há pouco, no Brasil, o Secretário Geral da ONU, Ban-Ki-moon. Querem vê-lo no lugar que lhe cabe: na periferia colonial, alinhado ao patrão imperial, qual cão amestrado e vira-lata. Posso imaginar o quanto os donos desses jornais sofrem ao ter que aceitar que o Brasil nunca poderá ser o que gostariam que fosse: um Estado-agregado como é Hawai e Porto-Rico. Como não há jeito, a maneira então de atender à voz do senhor internalizado, é difamar, ridicularizar e desqualificar, de forma até antipatriótica, a iniciativa e a pessoa do Presidente. Este notoriamente é reconhecido, mundo afora, como excepcional interlocutor, com grande habilidade nas negociações e dotado de singular força de convencimento.

O povo brasileiro abomina a subserviência aos poderosos e aprecia, às vezes ingenuamente, os estrangeiros e os outros povos. Sente-se orgulhoso de seu Presidente. Ele é um deles, um sobrevivente da grande tribulação, que as elites, tidas por Darcy Ribeiro como das mais reacionárias do mundo, nunca o aceitaram porque pensam que seu lugar não é na Presidência mas na fábrica produzindo para elas. Mas a história quis que fosse Presidente e que comparecesse como um personagem de grande carisma, unindo em sua pessoa ternura para com os humildes e vigor com o qual sustenta suas posições .

O que estamos assistindo é a contraposição de dois paradigmas de fazer diplomacia: uma velha, imperial, intimidatória, do uso da truculência ideológica, econômica e eventualmente militar, diplomacia inimiga da paz e da vida, que nunca trouxe resultados duradouros. E outra, do século XXI, que se dá conta de que vivemos numa fase nova da história, a história coletiva dos povos que se obrigam a conviver harmoniosamente num pequeno planeta, escasso de recursos e semi-devastado. Para esta nova situação impõe-se a diplomacia do diálogo incansável, da negociação do ganha-ganha, dos acertos para além das diferenças. Lula entendeu esta fase planetária. Fez-se protagonista do novo, daquela estratégia que pode efetivamente evitar a maior praga que jamais existiu: a guerra que só destrói e mata. Agora, ou seguiremos esta nova diplomacia, ou nos entredevoraremos. Ou Hillary ou Lula.

A nossa imprensa comercial é obtusa face a essa nova emergência da história. Por isso abomina a diplomacia de Lula.

Leonardo Boff é Teólogo e autor de Nossa ressurreição na morte, Vozes 2007, dentre muitas outras publicações.